Masoquismo ideológico: as raízes homofóbicas do socialismo

Nesta era de empoderamento das minorias, grupos sociais de vários segmentos e estilos emergiram no cenário político do século XXI. E como é de praxe, políticos visando números eleitorais se apossaram de tais grupos e discursos; muitos deles, de partidos e ideologias que não trataram muito bem essas minorias no passado. Além do movimento negro e feminismo, um grupo em grande ascensão é o da militância pelos direitos dos homossexuais, ou, movimento LGBT.

Com a concentração de pensamento e militância em massa em partidos e grupos de esquerda, o movimento LGBT cada vez mais conquista espaço na política. Partidos, políticos, militantes e outros adeptos são abertamente apoiadores e até membros de grupos socialistas.

A verdade é que estes políticos e partidos socialistas escondem o seu passado sanguinário e ditador para com os homossexuais e outras vidas humanas que hoje seriam consideradas minorias. Eles não estão interessados em dar mais direitos, estão visando o poder e controle social — como sempre fizeram — é que agora o fazem com discursos agradáveis e sedutores, que encantam qualquer jovem inocente que se identifica em alguma minoria, e que acaba se deixando levar pelas palavras bonitas.

A ditadura socialista cubana que se iniciou em 1959 e que se arrasta até hoje é marcada pela perseguição aos homossexuais. Líderes dessa revolução, Fidel Castro e Che Guevara nunca esconderam o seu desprezo aos homossexuais.

Durante a revolução cerca de 60 mil homossexuais foram presos. É o que estima o escritor cubano e homossexual Virgílio Piñera, que foi perseguido pela ditadura. Outros vários artistas e escritores homossexuais foram perseguidos em Cuba, sendo presos ou até mortos quando não conseguiam sair do país. Eles eram jogados nas Unidades Militares de Ayuda y Protección (UMAPs), onde eram forçados a trabalhar.

Em 1962 o Ministério do Interior de Cuba ordenou que policiais iniciassem uma caçada aos ‘pássaros’ — menção aos homossexuais naquela época — . Homens com calças apertadas, cabelos de estilos diferentes e uso de roupas coloridas já eram considerados efeminados pelo governo.

Em 1971 o Congresso Nacional de Educação e Cultura propôs a resolução em que a homossexualidade não deveria ser admitida de forma alguma, pois a considerava uma prática antissocial.

Em uma visita ao consulado cubano na Argélia, Che Guevara, chegando na biblioteca do prédio, questionou o porquê de um livro escrito por um homossexual estar em uma prateleira do cômodo. “O que o livro desta bicha está fazendo aqui?”, questionou irritado. Logo após, arremessou o livro violentamente contra a parede.

Em 1980 Fidel Castro abriu o porto do país para a saída de 125 mil pessoas que ele considerava escória da sociedade cubana, dentre esses, muitos homossexuais, que fugiram para os Estados Unidos.

Castro defendia abertamente que homossexuais não deveriam ser militantes comunistas pois não tinham os requisitos necessários para tal, além de não os querer em cargos governamentais por pensar que iriam influenciar os homens da revolução.

Apesar de no começo da Revolução Russa este tema não ter sido muito questionado, Vladmir Lênin já dava os primeiros sinais de como um governo comunista viria ver a homossexualidade. Uma vez afirmou:

“Parece-me que esta superabundância de teorias sobre sexo brota do desejo de justificar a própria vida sexual anormal ou excessiva do indivíduo ante a moralidade burguesa e reivindicar tolerância para consigo (...) Não importa quão rebeldes e revolucionárias aparentam ser; essas teorias, em última análise, são completamente burguesas (…) Não há lugar para elas no partido, na consciência de classe e na luta proletária.”

A medicina soviética classificava a homossexualidade como uma doença incurável e de pessoas inferiores. A mando de Stalin, homossexuais eram enviados aos gulags — campos de concentração soviéticos — onde eram forçados a trabalhar sob condições sub-humanas e frio de 40 graus negativos. Muitos morriam desnutridos ou congelados. Estima-se que 50 mil homossexuais foram aprisionados.

Além disso, a Grande Enciclopédia Soviética, onde todo conhecimento soviético estava contido, classificava a homossexualidade como uma perversão burguesa e antirrevolucionária.

Era muito comum a máquina propagandística da URSS tratar nazistas como homossexuais, chegando a compará-los para reforçar a queima de reputação destes na guerra ideológica.

André Gide, escritor francês e homossexual, ganhador do Nobel de Literatura de 1947, era um militante comunista e deixou a ideologia quando viu o que o governo soviético e outros governos comunistas faziam com pessoas como ele.

Figuras importantes do governo soviético costumavam ser ferozmente contra a homossexualidade. Nikolai Krylenko, Comissário de Justiça da URSS, afirmou: “a homossexualidade é o resultado da decadência das classes, não há lugar para eles aqui”. Vladimir Bekhterev, psiquiatra da URSS, afirmou que “a homossexualidade é prejudicial à sociedade e não deve ser permitida”. Maksim Gorki, escritor soviético e comunista chegou a afirmar que “o fascismo desaparecerá com a exterminação dos homossexuais”.

A homossexualidade sempre foi bem vista na China durante o império chinês, considerada inclusive importante para a cultura chinesa, já que vários imperadores eram homossexuais. Isso acabou com a chegada do Comunismo, em 1949. A homossexualidade passou a ser considerada crime e a ser perseguida com política de tolerância zero.

A perseguição aumentou com o início da Revolução Cultural, movimento liderado pelo ditador Mao Tsé-Tung, que visava a reinvenção da cultura chinesa segundo as doutrinas comunistas.

Ba Li é um senhor chinês de 71 anos que ficou conhecido após relatar sua perseguição durante a Revolução por ser homossexual. Li afirmou que apoiava os ideais comunistas bem como o partido, mas mesmo assim foi perseguido. Em 1971, durante sua profissão de professor, foi pego em Pequim e enviado a um campo de concentração, onde ficou durante 3 anos sob trabalho forçado e humilhação dos guardas.

Desde a década de 50 o governo chinês considerava a homossexualidade uma doença mental, e só revogou essa ideia apenas em 2001. Homossexuais ainda são perseguidos pelo Partido Comunista Chinês.

Já que é o país mais fechado do mundo, não existem muitas informações sobre como a homossexualidade é tratada pelo governo. As poucas informações que existem são provenientes de pessoas que fogem para a Coréia do Sul. Sabe-se que apenas tal prática é crime.

Jang Yeong-Lin ficou conhecido após fugir para o país vizinho em 1997 e contar como os homossexuais são tratados na parte norte. O relato de Lin é bastante curioso pois ele afirma que só descobriu que era homossexual ao chegar na Coreia do Sul, pois na Coreia do Norte o governo simplesmente impede a população de saber o que é homossexualidade. O cidadão comum norte-coreano não sabe que é possível alguém ter relação com outro do mesmo sexo. Lin contou que por isso não sabia exatamente o que sentia, já que não sentia nada por sua esposa e sentiu algo por um colega em sua adolescência. Só soube o que era homossexualidade quando chegou a parte sul, onde a liberdade individual é garantida e ele viu outras pessoas com o mesmo comportamento. A homossexualidade só é compreendida pelo alto escalão do governo, que a vê como uma doença pervertida vinda do Ocidente.

Não é novidade que as ditaduras totalitárias que assolaram a humanidade torturaram e assassinaram inocentes em todo o mundo. Nazismo e comunismo, duas ideologias poderosas no século XX, juntas, levaram quase 200 milhões de pessoas a óbito, seja por fome, guerras, tortura ou até assassinato em massa. Nenhuma guerra, desastre natural ou qualquer outra tragédia atingiu tamanhos números gritantes.

Uma delas é repugnada e desprezada até hoje, sendo seu líder, Adolf Hitler, talvez, o homem mais desprezado e odiado da história. Mas e o outro lado? Se por um lado o nazismo é odiado e desprezado — com muita razão — por que o comunismo não é tratado de tal forma, sendo ele responsável por um número de mortos dez vezes o do holocausto? O que surpreende ainda mais é ver membros de partidos comunistas hoje lutando por ‘minorias’, esquecendo ou ignorando o passado — e o presente — de sua ideologia suja e assassina.

Ora, há algum sentido em lutar pelos direitos dos homossexuais compartilhando da mesma ideologia e pensamento de Che Guevara ou de Joseph Stalin? Seria o equivalente a encontrar um judeu admirador de Adolf Hitler. Hoje, políticos que têm o comunismo como base de pensamento político fazem questão de apagar o passado de governos que compartilharam desse mesmo pensamento, pois se todos soubessem dos crimes cometidos pelo comunismo contra as minorias, não haveria um militante sequer.

Políticos com este pensamento estão apenas preocupados em angariar o poder da massa, concentrá-lo a si toda a população para enfim controlá-la. Não existe um comunista sequer preocupado com a vida dos homossexuais, se um dia eles os assassinaram fisicamente, hoje assassinam sua liberdade de pensamento, os fazendo ser militantes que lutam por causas que não conhecem, sufocam qualquer resquício de opinião própria, os conduzem para uma novo campo de concentração: o ideológico, de onde é muito mais difícil sair, pois o indivíduo está preso a si mesmo.

“As raças inferiores devem perecer no holocausto revolucionário”— Karl Marx.

Ainda vai sair por aí vestido de camisa estampada de Che Guevara?

Minotto, Elias. A Perseguição aos Homossexuais pelos Governos Socialistas (Segunda Parte). 18 de 09 de 2018. https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/artigos/perseguicao-aos-homossexuais-pelos-governos-socialistas-segunda-parte/ (acesso em 27 de 07 de 2019).

— . A Perseguição aos Homossexuais pelos Governos Socialistas. 07 de 09 de 2018. https://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/a-perseguicao-aos-homossexuais-pelos-governos-socialistas/ (acesso em 2019 de 07 de 2019).

Panoff, Roberto. A Homofobia Socialista — O Que Não Te Contaram e Não Contam. 23 de 06 de 2016. https://medium.com/@robertopanoff/a-homofobia-socialista-o-que-n%C3%A3o-te-contaram-e-n%C3%A3o-contam-8e077a603c30 (acesso em 27 de 07 de 2019).

Silva, Rodrigo da. Entenda como os regimes socialistas perseguiram os homossexuais no último século. 2014. https://spotniks.com/o-amor-nao-e-vermelho/ (acesso em 27 de 07 de 2019).

Socialismo e Direitos LGBT. 22 de 05 de 2019. https://pt.wikipedia.org/wiki/Socialismo_e_direitos_LGBT (acesso em 27 de 07 de 2019).

--

--

Sou só um garoto expondo pensamentos

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store