A amizade entre Michael Jackson e Donald Trump

Michael Jackson e Donald Trump se conheceram em 1988, durante uma festa beneficente em Nova Iorque. Trump conversou com Michael durante um tempo e eles formaram uma longa amizade.

Dois anos mais tarde, em 1990, Donald Trump inaugurou seu novo cassino em Atlantic City: o Trump Taj Mahal, e convidou Michael para a festa. O lugar se transformou em um caos completo: jornalistas, paparazzi e fãs estavam loucos para ver Michael Jackson. Trump relembrou em uma entrevista à revista Time que Michael simplesmente se ajoelhou e se arrastou até a saída, se escondendo da multidão.

Neste meio tempo, Michael e Trump receberam a notícia de que Ryan White, um garoto de 12 anos que havia contraído HIV decorrente de uma transfusão de sangue. Ryan foi vítima de humilhação e bullying por ter contraído AIDS e se tornou um símbolo mundial do enfrentamento à doença, recebendo apoio de inúmeros artistas e políticos, como Ronald Reagan. Trump e Michael foram visitar a família e prestar seus sentimentos.

Michael Jackson e Donald Trump durante vôo a Atlantic City
Donald Trump e Michael Jackson no Trump Taj Mahal

Ainda no início na década de 1990, Michael Jackson foi morar em um dos apartamentos da Trump Tower, em Nova Iorque. Lá, Michael sempre visitava a casa de Trump e brincava com seus filhos Eric, Donald e Ivanka.

A primeira e ex-esposa de Trump, Ivana Trump, escreveu em seu livro Raising Trump, de 2017, que Michael passava horas com as crianças brincando, e que o relacionamento dele com seus filhos era melhor do que com ela e com o marido Donald. Ivana também afirmou que nunca viu nenhuma maldade em Michael e nunca acreditou nas acusações:

“Ele parava e conversava comigo e com Donald por vinte minutos e depois ia até o andar das crianças para ficar com eles por horas e horas. Eles assistiam à MTV, jogavam Mario Brothers ou Tetris e construíam a Trump Tower em Legos. (…) Michael era um garoto de 30 anos. Ele conseguia se relacionar com Ivanka e os meninos melhor do que conosco. (…) Nunca acreditei nas acusações de que ele molestava aquelas crianças. (…) Ele mesmo era uma criança no corpo de um homem, terno, doce e gentil … não há como ele machucar alguém.”

O filho de Trump, Donald Trump Jr., em seu livro Triggered, de 2019, relata que ele e seus irmãos passavam horas brincando e jogando videogame com Michael, e que nunca sentiu nenhuma maldade nele:

“Um dia no quarto de Eric, meu pai viu o quanto Michael gostava de jogar Teenage Mutant Ninja Turtles conosco no Nintendo e disse que ele poderia levar o jogo para casa. Meu jogo! Até hoje, Eric diz que era seu jogo porque estava em seu quarto, mas eu sei de quem era o jogo. Eu trabalhei em um emprego de verão para pagar por isso! E aqui estava Michael Jackson, provavelmente um bilionário a essa altura, e ele o pegou! (…) As recentes revelações sobre Jackson foram um choque para mim. Minha experiência com Michael não inclui nada do que ele foi acusado. ”

Michael Jackson e os filhos de Donald Trump, Eric e Ivanka Trump

Em 1993 Michael foi convidado por Trump para passar uns dias em seu resort Mar-A-Lago, em Palm Beach. Os dois conversaram bastante, principalmente sobre relacionamentos; e Michael contou que estava namorando. Semanas depois, Michael ligou para Trump perguntando se ele e a namorada poderiam passar uns dias lá, e ele os convidou. A namorada em questão era Lisa Marie Presley, filha de Elvis Presley. Trump relembra que os dois eram muito apaixonados e passavam tardes e noites na praia. Enquanto toda a mídia dizia que o relacionamento era midiático, Trump sempre saía em defesa do casal.

Uma das maiores falácias que fãs-militantes espalham acerca da amizade entre Michael e Trump é a de que a música Money, do álbum HIStory, de 1996, seria um ataque a Trump. É fácil que tal falácia se espalhe como vírus , — uma vez que Tump é fabricado pela mídia como um “capitalista malvado” — mas é exatamente o contrário que acontece: Michael faz um elogio.

A partir dos 3:20 Michael diz ao fundo “se você quer, conquiste com dignidade”, e começa a citar nomes de notáveis empreendedores americanos que construíram impérios de forma honesta: John Morgan, banqueiro; Cornelius Vanderbilt, magnata de ferrovias; John Rockefeller e Jean Getty, magnatas do petróelo, e…Donald Trump, magnata imobiliário. Segue o trecho:

Tudo pelo dinheiro

Iria mentir, iria morrer

Até vender a alma para o diabo

(Se você quer, conquiste com dignidade)

(Vanderbilt)

(Morgan)

(Trump)

Além disso, Brad Buxer, produtor musical que trabalhou com Michael no álbum HIStory, desmentiu completamente o boato, e confirmou que o trecho é um elogio:

“Eu estava constantemente perto de Michael Jackson e conversávamos sobre tudo (…) Não houve desentendimentos entre ele e Donald Trump; Michael pensava muito nele. Michael amava e admirava muito as pessoas de sucesso e foi realmente inspirado por Trump. Ele o considerava um empresário incrível, o respeitava muito e gostava muito dele. Ele teria chamado o nome de Donald Trump por respeito e admiração. Às vezes, na música de Michael, suas letras e seu significado seriam mal interpretados. ‘They Don’t Care About Us’ é um exemplo em que algumas pessoas pensavam que suas letras eram racistas.”

Em 2005, durante as novas acusações a Michael Jackson, Donald Trump concedeu uma matéria ao Access Hollywood e defendeu Michael das acusações e acusou a mãe do garoto supostamente abusado de ser uma perseguidora. Além disso, afirmou que Michael é usado para fazer dinheiro:

“Ele morava comigo e ele era um cavalheiro, e nunca vimos nada parecido com o que lemos por aí. (…) Eu não acredito. Há muitas pessoas que sentem que Michael está sendo usado para fazer dinheiro. Eu passei muito tempo com Michael Jackson e nunca tivemos nenhum problema. (…) Eu vou ficar ao lado dele porque ninguém mais está”

No dia da morte de Michael Jackson, em 2009, Trump concedeu uma entrevista ao jornalista Larry King, na CNN. Donald Trump entrou ao vivo e defendeu o amigo. Dentre vários assuntos, Trump lembrou o quão Michael era especial, o quão foi um grande artista e o mais importante: frisou que ele amava crianças e que era inocente de todas as acusações:

“Ele era um grande homem, uma pessoa muito especial. (…) Ele passou uns dias na Trump Tower, em Nova Iorque, então eu o conhecia muito bem; e ia bastante em Mar-A-Lago, em Palm Beach. (…) Ele era maravilhoso, mas ele perdeu muita autoconfiança nos últimos 10 anos, ele passou por muita coisa, incluindo péssimos médicos. (…) Eu conhecia o Michael e ele passaria horas com meus filhos em Mar-A-Lago e até na Trump Tower. Michael vinha, brincava com as crianças…ele amava crianças. Ele não era um molestador, e eu estou certo disso. Ele amava crianças. Ele brincava com meu filho Eric e meu filho Donald, ele brincaria com eles para sempre. Ele amava crianças mas não era um molestador. Sabe, toda a saga de Neverland e o que a polícia fez com ele é muito triste. (…) Ele era o maior artista que já vi na vida.

No mesmo dia Donald Trump concedeu uma rápida entrevista ao Entertainment Tonight, lamentando a perda do amigo. Trump relembrou os momentos que passou com Michael e como ele foi um homem especial e um grande artista:

“Ele era um homem especial. Esteve comigo muitas vezes, principalmente em Mar-A-Lago. Eu passei muitas semanas inacreditáveis com Michael, então perdê-lo é…inacreditável. Ele era um grande artista, o melhor que já vi. (…) Michael fez muito pela caridade (…) os últimos 10 anos foram muito difíceis para ele. Ele era muito leal aos seus amigos.”

Em 2013 a irmã de Michael Jackson, La Toya Jackson, concedeu uma breve entrevista ao The Hollywood Reporter em que ela elogia e defende Donald Trump e afirmou que “há muitos equívocos sobre ele”:

“Donald é um homem muito bom. Ele é muito doce, muito gentil. Há muitas pessoas que o chamam de “preconceituoso”, Donald não é preconceituoso.(…) Há muitos equívocos sobre ele, as pessoas não percebem. O coração dele é bom.”

Em 2015, já durante a campanha presidencial, Donald Trump concedeu uma entrevista à CNN onde ele se comparou a Michael Jackson em como a mídia fabrica mentiras sobre ele sem conhecê-lo:

“Muitas pessoas na televisão não me conhecem e agem como se fossem experts sobre minha vida. Sabe, quando Michael Jackson morreu — e eu o conhecia muito bem — , estavam todos falando sobre ele, e eles não o conhecem”

Donald Trump segurando uma foto sua com Michael Jackson de 1990, na campanha presidencial de 2015

Em 2016 o pai de Michael Jackson, Joseph Jackson, postou em seu Twitter que Donald Trump “não era compreendido”. O patriarca da família Jackson foi extremamente atacado por fãs-militantes.

Em 2019, a porta-voz de Michael Jackson, Raymone Bain, concedeu uma coletiva de imprensa para anunciar uma nova organização para preservar as memórias e o legado de Michael. Perguntada sobre Donald Trump, Raymone respondeu:

“Michael o considerava um grande amigo e ele me disse me várias ocasiões que o Sr. Trump foi um dos poucos que nunca o traíram, e ele estava lá para ajudar no julgamento. Ele era leal a ele.”

Donald Trump faz questão de sempre tocar músicas de Michael Jackson em seus comícios para alegrar seus apoiadores. Internautas registraram quando tocou Billie Jean em um comício na Flórida e Beat It em Michigan.

Em 2020 o irmão de Michael Jackson, Randy Jackson, declarou apoio à reeleição de Donald Trump. A irmã, Janet Jackson, demonstrou apoio à decisão na postagem através de um emoji. Bastou isso para que ele fosse atacado por fãs-militantes que vêem em Michael Jackson um militante que ele nunca foi.

Este artigo não tem nenhuma intenção de dizer que Michael Jackson apoiaria ou votaria em Donald Trump — até porque, Michael não se posicionava politicamente — , mas sim mostrar o quão Trump é leal ao amigo até hoje, e fazer com que a nova geração de fãs progressistas — que imaginam em Michael um militante — , saiam um pouco da bolha e comecem a enxergar que Donald Trump não é um monstro “nazista” ou “racista” como acreditam; pelo contrário, a imagem do Presidente Trump é tão deturpada quanto a de Michael foi, quando a mídia o chamava de “pedófilo”, “drogado”, “racista”, “cheio de plásticas” ou “estranho”. Deveriam ser um pouco mais agradecidos ao homem que nunca se preocupou com sua imagem na mídia ao defender o amigo. O que peço é uma reflexão e um julgamento justo: tudo o que você vê na mídia sobre Donald Trump é realmente verdade? Se ainda resta dúvidas, assista este vídeo com toda a trajetória de Donald Trump e Michael Jackson juntos e tire suas próprias conclusões.

Agradeço imensamente às minhas amadas amigas Giovanna e Wendy por tanto terem me ajudado e apoiado e escrever este artigo.

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Sou só um garoto expondo pensamentos

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